RicardoSchwenck.com

 

Sobre Ricardo    |    Fale Comigo    |   Home

            
Informe farmacêutico- atualização semanal

-

Pfizer fecha compra do laboratório Teuto

O Estado de S. Paulo

Jornalista: Melina Costa e Cátia Luz

19/10/2010 -

Depois de uma longa negociação, a americana Pfizer deve anunciar nos próximos dias a compra da brasileira Teuto, a primeira fabricante de genéricos do País. Segundo fontes, o acordo entre as duas empresas estava sendo assinado ontem à noite.

Procuradas, a assessoria de imprensa do laboratório goiano afirmou que a empresa não comentará o assunto. Já a assessoria da farmacêutica americana divulgou uma nota afirmando que "a companhia tem como uma de suas metas a expansão do portfólio de produtos estabelecidos nos mercados emergentes" e que o "Brasil é um mercado estratégico por seu potencial de crescimento", mas que a companhia "não fechou nem anunciou qualquer acordo no País".

Com uma participação tímida na venda de medicamentos para farmácias e distribuidores (cerca de 1%), a Teuto passou a chamar mais a atenção dos concorrentes nos últimos tempos. No início do ano, pelo menos três laboratórios (Pfizer, Aché e GlaxoSmithKline) analisaram a possibilidade de compra ou associação com a empresa de Anápolis (GO), com faturamento de R$ 280 milhões em 2009.

A Pfizer era a mais avançada nas conversas. De lá pra cá as negociações chegaram a esfriar bastante, a ponto de o mercado passar a olhar com descrença que as empresas chegassem a um acordo. Mas as conversas foram retomadas e sua conclusão deve ser anunciada em breve.

Mercado. Com a expiração das patentes de algumas de suas drogas mais bem-sucedidas, como Lipitor e Viagra, a Pfizer busca alternativas para compensar as perdas de receita no mundo. Juntos, os dois medicamentos faturaram globalmente cerca de US$ 3 bilhões no ano passado. É neste cenário que a compra da Teuto pela americana se justifica.

A multinacional, que até pouco tempo ignorava o mercado de genéricos, há dois anos decidiu investir em todo o mundo na aquisição de companhias do ramo. A compra de empresas transformou-se em uma alternativa de crescimento para a fabricante.

Na corrida por oportunidades de compra, a Pfizer ficou para trás em alguns negócios. Só neste ano, perdeu a
aquisição da fabricante de genéricos alemã Ratiopharm para a israelense Teva e a disputa pela brasileira Neo Química, que acabou sendo vendida para a Hypermarcas, em um negócio de cerca de R$ 1,3 bilhão, em dinheiro e ações.

O Brasil, um dos mercados que mais crescem no mundo na área de medicamentos, mas ainda responde por menos 2% das vendas da Pfizer, a maior empresa global do setor.

PARA ENTENDER

Segundo a consultoria IMS Health, no ano que vem, o mercado farmacêutico brasileiro vai ultrapassar o da Inglaterra, enquanto os chineses comprarão mais remédios que franceses e alemães. Trata-se de uma inversão na lógica dessa indústria, em que os países em desenvolvimento sempre ocuparam uma posição marginal.

Hoje, o grupo de 15 maiores farmacêuticas do mundo - incluindo Pfizer, Merck e Eli Lilly - tem menos de 10% de suas vendas originadas em países emergentes. Se quiserem crescer, porém, as empresas terão de revisar sua estratégia. Em 2013, o grupo de 17 países considerados emergentes deve trazer vendas adicionais de US$ 90 bilhões - ou metade do crescimento do setor.



  

   
   
Home    |    Products    |    Services    |    Sobre Ricardo    |    Fale Comigo
.